Escrito dia 11 de janeiro.
“Tonight your ghost will ask my ghost, ‘where is the love’
Tonight you ghost will ask my ghost, ‘who put these bodies between us’”
Calculation theme do Metric é o que eu ouço agora enquanto espero pelo meu ônibus. Agora percebo que cheguei cedo à Rodoviária, mas eu queria me mexer, então vim antes. São 17h17 (não tô mentindo) – alguém está pensando em mim – e meu ônibus só sai às 20h.
Nesse tempo ficarei aqui, sentado no chão do saguão de embarque, com laptop no colo, escrevendo, provavelmente porque não tenho acesso a internet daqui, senão estaria navegando. Mas não ficarei as três horas que faltam pro meu ônibus sair, até porque a bateria não dura isso tudo.
Tanta gente passa na minha frente... fico tentando imaginar as histórias delas. Para onde estão indo, estão chegando ou voltando. Estão indo felizes ou tristes?
Feliz mesmo é o pombo que até agora pouco estava aqui perto de mim. Tão frágil, andando no meio dos gigantes, mas se esquiva com uma destreza que me deixa bobo. De repente, o pequeno e frágil pombo, bate asas e voa. Agora, os gigantes são formigas. E lá em cima, está o pombo, imponente, como nenhum ser humano pode estar. Até que ele pousa de novo. E nessa troca de imponência e fragilidade ele vai vivendo, feliz.
...
Quantas pessoas bonitas passam à minha frente, mas nem se comparam a quantidade de gente feia. Queria que uma delas se sentasse ao meu lado, feia ou bonita, não importa. Mas elas ou estão correndo para pegar seus ônibus, ou estão correndo para ir embora da rodoviária, ou já tem companhia. Eu não me inlcuo em nenhuma dessas características e as outras pessoas que estão do mesmo jeito que eu, não estão por perto. Pois não vejo ninguém que esteja sozinho e sem pressa para ir a lugar algum.
...
Não quero me preocupar com a hora. Coloquei o celular pra me alertar quando for 19h40. Estou perto do meu portão de embarque, então, sem problemas. E como não pretendo comprar nada pra comer na viagem, posso me dar ao luxo de ficar aqui até não sentir mais a minha bunda.
...
Como está quente! No último dia de prova, eu ganhei um abanador de um curso preparatório pro vestibular. Nunca pensei que fosse vir a calhar! Mas eu estava até agora pouco a usá-lo... até que é bom, mas eu canso rápido de ficar me abanando. Alguém podia querer ficar me abanando... povo sem compaixão!
...
Trouxe um livro na mochila. Um que comecei a ler anteontem. Pretendia lê-lo enquanto estivesse esperando o ônibus, mas meu gosto pela leitura nunca consegue vencer o pela música.
...
17h36 agora. Vos deixo. Vou voltar a agarrar minhas pernas e esperar minha hora chegar, com a esperança de, sei lá, algo legal acontecer! Mas isso, com o abanador, que se faz necessário mais uma vez.
“Tonight your ghost will ask my ghost, ‘where is the love’
Tonight you ghost will ask my ghost, ‘who put these bodies between us’”
Calculation theme do Metric é o que eu ouço agora enquanto espero pelo meu ônibus. Agora percebo que cheguei cedo à Rodoviária, mas eu queria me mexer, então vim antes. São 17h17 (não tô mentindo) – alguém está pensando em mim – e meu ônibus só sai às 20h.
Nesse tempo ficarei aqui, sentado no chão do saguão de embarque, com laptop no colo, escrevendo, provavelmente porque não tenho acesso a internet daqui, senão estaria navegando. Mas não ficarei as três horas que faltam pro meu ônibus sair, até porque a bateria não dura isso tudo.
Tanta gente passa na minha frente... fico tentando imaginar as histórias delas. Para onde estão indo, estão chegando ou voltando. Estão indo felizes ou tristes?
Feliz mesmo é o pombo que até agora pouco estava aqui perto de mim. Tão frágil, andando no meio dos gigantes, mas se esquiva com uma destreza que me deixa bobo. De repente, o pequeno e frágil pombo, bate asas e voa. Agora, os gigantes são formigas. E lá em cima, está o pombo, imponente, como nenhum ser humano pode estar. Até que ele pousa de novo. E nessa troca de imponência e fragilidade ele vai vivendo, feliz.
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Quantas pessoas bonitas passam à minha frente, mas nem se comparam a quantidade de gente feia. Queria que uma delas se sentasse ao meu lado, feia ou bonita, não importa. Mas elas ou estão correndo para pegar seus ônibus, ou estão correndo para ir embora da rodoviária, ou já tem companhia. Eu não me inlcuo em nenhuma dessas características e as outras pessoas que estão do mesmo jeito que eu, não estão por perto. Pois não vejo ninguém que esteja sozinho e sem pressa para ir a lugar algum.
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Não quero me preocupar com a hora. Coloquei o celular pra me alertar quando for 19h40. Estou perto do meu portão de embarque, então, sem problemas. E como não pretendo comprar nada pra comer na viagem, posso me dar ao luxo de ficar aqui até não sentir mais a minha bunda.
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Como está quente! No último dia de prova, eu ganhei um abanador de um curso preparatório pro vestibular. Nunca pensei que fosse vir a calhar! Mas eu estava até agora pouco a usá-lo... até que é bom, mas eu canso rápido de ficar me abanando. Alguém podia querer ficar me abanando... povo sem compaixão!
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Trouxe um livro na mochila. Um que comecei a ler anteontem. Pretendia lê-lo enquanto estivesse esperando o ônibus, mas meu gosto pela leitura nunca consegue vencer o pela música.
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17h36 agora. Vos deixo. Vou voltar a agarrar minhas pernas e esperar minha hora chegar, com a esperança de, sei lá, algo legal acontecer! Mas isso, com o abanador, que se faz necessário mais uma vez.
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